Detalhes, detalhes, detalhes, importantes, por sinal… mais uma lição da Rio+20

Rio+20 deixa ensinamentos para os próximos eventos que ocorrem no Brasil

     

Até o dia 22 de junho as atenções do país estão voltadas para aConferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, evento que reúne mais de 100 chefes de Estado de todo o mundo na cidade do Rio de Janeiro. Na ocasião, serão retomadas as discussões iniciadas na Eco-92, assim como apresentadas novas propostas e iniciativas, levando em consideração o futuro do planeta e a gestão sustentável de seus recursos naturais.

Segundo a professora Andrea Nakane, coordenadora do curso de Turismo da Universidade Anhembi Morumbi, antes mesmo do início da Rio+20, o evento já evidenciava alguns ensinamentos sobre o que não poderá ser feito nos megaeventos que o Brasil sediará nos próximos anos, como a cobrança de diárias estratosféricas pelas redes hoteleiras. “As comitivas estrangeiras se mobilizaram a tempo de provocar um movimento que fez com que os hotéis voltassem atrás no valor das tarifas. Essa é uma questão que deverá ser prevista na Copa do Mundo e nas Olimpíadas”, analisa.

Pela natureza do evento, a Rio+20 convida à reflexão da necessidade de se realizar os megaeventos de acordo com as premissas dos green meetings, ou eventos sustentáveis, a exemplo de práticas bem sucedidas de países como Austrália e Canadá. “Ainda está longe de sermos percebidos como um destino ideal para abrigar esse tipo de evento, que tem em sua plataforma de desenvolvimento a inclusão de conceitos de sustentabilidade, mas já está na hora de nos espelharmos nas boas práticas e pensar em soluções que possam ser aplicadas por aqui em breve”, reflete a especialista.

A infraestrutura do receptivo nos destinos que sediam os grandes eventos é outro ponto a ser aperfeiçoado no Brasil. “Se pensarmos que somos o sétimo país do mundo a receber mais eventos mundiais, de acordo com o ranking da International Congress and Convention Association (ICCA), o incremento na infraestrutura como a melhoria nos aeroportos e o desenvolvimento de uma melhor sinalização das vias e atrações turísticas é algo urgente, que não pode aguardar pelos megaeventos. O sucesso dessas ações dependerá do esforço de todos, focados no aperfeiçoamento contínuo de procedimentos e estratégias”, conclui a professora.