Felicidade Interna Bruta (FIB): um indicador considerável nos dias de hoje


Olá pessoas,

Acabei de ficar sabendo que dia 19 de junho próximo será realizado, no Theatro Net, em Copacabana, RJ, a  conferência “Felicidade: novos indicadores para o desenvolvimento”. O foco é mostrar que este indicador é uma alternativa para complementar outras medidas de riqueza de uma comunidade. Achei inusitado e se estivesse ao meu alcance, com certeza, iria assistir. Com tantas situações malucas que estão acontecendo ultimamente, o item – felicidade -, com certeza, tem que fazer parte da nossa vida integralmente. Vejamos os objetivos do encontro:

 

O Butão, este pequeno país, é um modelo de existência do FIB

“A Felicidade Interna Bruta é mais importante do que o Produto Interno Bruto”. A declaração, dada 40 anos atrás por Jigme Singye Wangchuck, antigo rei do Butão, pequeno país asiático situado entre China e Índia, marcou o início do FIB – Felicidade Interna Bruta – uma alternativa complementar a outras medidas de riqueza de uma comunidade que vai além do desempenho econômico.

No dia 19 de junho, o Rio de Janeiro discutirá questões relacionadas ao FIB na conferência “Felicidade: novos indicadores para o desenvolvimento”, um evento histórico que irá integrar as atividades paralelas da realização da Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável que será realizada entre os dias 13 e 22 de junho. O encontro é uma celebração dos 20 anos da Eco 92, evento que também tratou de questões relacionadas ao meio ambiente e desenvolvimento e se tornou um marco.

Para discutir a implementação de um novo modelo de uma sociedade comprometida com as futuras gerações e com o bem estar, estarão presentes a fundadora do Instituto Visão Futuro, a psicóloga e antropóloga Susan Andrews, a coordenadora do FIB no Brasil; o vice-presidente do Conselho Nacional do Butão e Presidente do Centro para os Estudos do Butão, Dasho Kama Ura; o professor de economia pela University of British Columbia (Canadá), John Helliwell, pioneiro na incorporação de bem-estar em modelos econômicos, o secretário nacional de economia solidária do Ministério do Trabalho, Paul Singer e o Presidente da Fundação Banco do Brasil, Jorge Streit..

Será uma das primeiras conferências na América Latina após a Cúpula do Alto Comissariado da ONU – Nova York, realizada em abril de 2012, abordando a felicidade e o bem-estar como parte da formulação de um novo paradigma econômico.

Atualmente, outros países também implementam os indicadores do bem-estar além do Butão, como Reino Unido, Tailândia e Canadá. Nos últimos três anos, foram aplicados projetos pilotos FIB nas cidades de Angatuba, Itapetininga e Campinas no estado de São Paulo, em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, e no núcleo rural Rajadinha, em Brasília.

O FIB inclui aspectos não monetarizadas como vitalidade comunitária, uso equilibrado do tempo, sustentabilidade de recursos naturais e bem estar humano. Com enfoque qualitativo, esse indicador gera discussões públicas, pró-atividade e protagonismo por parte da população. FIB é baseado na premissa de que o objetivo principal de uma sociedade não deveria ser somente o desenvolvimento econômico, mas a integração dos aspectos materiais, psicológicos, culturais e espirituais, sempre em harmonia com a terra.

Felicidade: novos indicadores para o desenvolvimento: Dia 19 de junho, 13h às 17h. Endereço: Rua Siqueira Campos, 143, 2º Piso, Copacabana. Inscrições: www.fibrio.org.br. Tel: (21) 2147-8060. Entrada Gratuita.