Akatu e Wordwatch Institute Brasil lançam o “Estado do Mundo 2011”

O Instituto Akatu e o WWI Brasil lançam o relatório “Estado do Mundo 2011 – Inovações que Nutrem o Planeta” e promovem um debate sobre segurança alimentar e inovações para sustentabilidade no campo, às 9h30 da próxima quarta-feira (19/10) no teatro da Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.

Os debatedores serão Luiz Carlos Beduschi Filho, professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da USP e ex-consultor da FAO/ONU, e o economista e engenheiro José de Anchieta Ribeiro Santos, coordenador da Pastoral da Criança no Estado de São Paulo. Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu, e Eduardo Athayde, presidente do WWI no Brasil, fazem a mediação e a apresentação do livro.

As inovações para manter o homem no meio rural e garantir a sustentabilidade no campo são os temas do relatório anual Estado do Mundo de 2011. Produzido há 28 anos consecutivos, em 30 idiomas pela equipe de pesquisadores do WWI, sediado em Washington (EUA), O EDM-2011 será lançado no Brasil pelo Akatu, em parceira com o WWI no Brasil.

No ano passado, quando a parceria Akatu/WWI foi iniciada, o relatório fez um panorama sobre consumo e sustentabilidade no planeta.

Seguindo os preceitos de consumo consciente e de sustentabilidade, que o Akatu e o WWI defendem, o livro não será impresso. A publicação é eletrônica e ficará disponível para ser baixada gratuitamente nos portais das duas ONGs e dos patrocinadores.

Pelo Akatu, patrocinam o “Estado do Mundo 2011” o Banco Itaú, o Instituto Pão de Açúcar, a Unilever Brasil e a Bunge Brasil. Pelo WWI, patrocinam o “Estado do Mundo 2011” a Braskem, a Cetrel e a Caixa Econômica Federal.

Dados do Estado do Mundo 2011

O EDM-2011 mostra que, em pleno século 21, a humanidade vive um paradoxo: produz mais alimentos do que jamais conseguiu, mas os famintos nunca foram tantos.

Enquanto há desperdício e sobra de alimentos pelo planeta – um terço do que é produzido, segundo a FAO/ONU – 925 milhões de pessoas (cinco vezes a população brasileira) ainda passam fome no mundo.

A produtividade aumentou de modo constante nos últimos 60 anos, devido à chamada Revolução Verde. Hoje a agricultura propicia trabalho para 1,3 bilhão de pequenos agricultores e trabalhadores sem terra, e é a principal fonte de subsistência para aproximadamente 85% dos 3 bilhões de pessoas que integram o contingente rural em países em desenvolvimento.

 

População, produção e fome no mundo

Indicador

Mundo

África Subsaariana

População

6,8 bilhões

863 milhões

Total de terra arável

1.380.515.270 hectares

179.197.800 hectares

Alimentos produzidos por

Pequenos proprietários

70%

90%

População urbana

3,49 bilhões

324 milhões

Parcela da população urbana

51%

33%

Famintos

925 milhões (14%)

239 milhões (27%)

Crianças abaixo do peso

148 milhões (24%)

39 milhões (28%)

Idade média

29,1 anos

18,6 anos

Valor agregado da produção agrícola, per capita, entre 1961 e 2006

Aumento de 35%

Queda de 12%

Fontes: FAO, ONU, Via Campesina, Eric Holt-Giménez, in “From Food Crisis to Food Sovereignty: The Challenge of Social Movements”, Monthly Review, UN HABITAT, UNICEF, Forum for Agricultural Research in Africa, Framework for African Agricultural Productivity (Accra, Gana: junho de 2006).

O Estado do Mundo 2011 é fruto do projeto “Nutrindo o Planeta”, do Worldwatch Institute. Durante 2009 e 2010, a codiretora de projeto Danielle Nierenberg viajou por 25 países africanos, visitando agricultores e aprendendo sobre seu sucesso com tudo, de irrigação por gotejamento a horticultura em telhados, sistemas agroflorestais e novas técnicas para proteção do solo. Em Washington, a equipe de pesquisadores completava e detalhava as informações.

As questões envolvidas ao se tratar dos problemas agrícolas mundiais vão muito além do problema imediato da fome. Numa época em que o mundo começa a se deparar com os limites de terra arável e de água em muitas áreas, aumentar a produtividade agrícola será ainda mais essencial para se atender às necessidades alimentares do que jamais o foi no passado. E petróleo barato deixará de ser o substituto fácil para recursos renováveis degradados como foi no século 20.

É por isso que são tão empolgantes as inovações como as que utilizam plantas de cobertura como adubo natural ou os biocombustíveis produzidos localmente para substituir combustível diesel.

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