Reciclagem de absorventes e fraldas descartáveis… quem diria?!

 

Acabei de ler uma matéria muito interessante no Portal do Terra sobre a reciclagem de absorventes e fraldas. Considero curioso esse tipo de reciclagem pois são produtos que ficam impregnados de resíduos gerados pelo nosso organismo que não são lá muito simpáticos aos nossos sentidos – e deveriam, já que são nossos e importantes para mantermos nosso organismo saudável e equilibrado – e é até estranho conceber que possam ser reaproveitados. Mas a empresa que teve a iniciativa garante que sim. Ainda bem! Leiam a reportagem:

 

Fraldas e absorventes não são o tipo lixo que aparece nas lixeiras coloridas de coleta seletiva, mas a empresa britânica Knowaste trabalha exatamente com a reciclagem desses resíduos. Os produtos infantis, geriátricos e de higiene feminina têm os plásticos e fibras de alta qualidade que os compõem esterilizados, recuperados e usados na fabricação de materiais de construção.

A Inglaterra, segundo o CEO da empresa, Roy Brown, gera mais de um milhão de toneladas de lixo de fraldas e absorventes por ano. Fraldas de bebês, de acordo com o site da companhia da Inglaterra, levam cerca de 500 anos para se decompor, e são 8 milhões de itens sendo jogados fora por dia no Reino Unido – 2,4 mil por bebê por ano -, segundo pesquisas de outras organizações citadas pela Knowaste. Só em maternidades, as fraldas somam de 7 a 10 toneladas por ano a cada 100 leitos, o que equivale a até 15% do total de resíduos gerado pela unidade.

Os itens usados por adultos em instituições de saúde somam outras 13 a 20 toneladas a cada 100 leitos, e o volume não inclui os produtos geriátricos usados em lares de idosos, onde 50% dos internos têm problemas de incontigência. E fora fraldas, itens de higiene pessoal feminina como absorventes chegam a 200 toneladas por ano de lixo.

Para dar destinação a essa quantidade de resíduos, o processo da Knowaste começa com a coleta dos materias descartados, que são enviados até a planta de reciclagem – o custo da operação é cobrado junto com a taxa de recolhimento de lixo normal. Na usina, o conteúdo é esterilizado a partir de um processo de autoclave, e na sequência os componentes do bolo são separados.

O plástico extraído é transformado em pequenas pelotas, e então vendido às indústrias que vão transformá-lo em materiais de construção, como madeira de plástico, telhas ou tubos de conexão, por exemplo. Tubos também podem usas as fibras esterelizidas que resultam da reciclagem, usadas, ainda, na produção de papéis.

De acordo com a Knowaste, o processo de reciclagem evita a emissão de 626 quilos de CO2 a cada tonelada de resíduo processado, na comparação com o descarte em lixões ou a incineração.

A primeira planta da empresa foi aberta no início de setembro, em West Bromwich, na Inglaterra, e faz parte de um projeto de 25 milhões de libras que inclui a instalação de outras quatro unidades no país europeu nos próximos quatro anos. A capacidade do conjunto, segundo a companhia, será de reciclar um quinto do lixo de fraldas e absorventes do Reino Unido, evitando a emissão de 110 mil toneladas de gases por ano.

Mais informações acesse: http://tecnologia.terra.com.br/tecnologia-verde/noticias/0,,OI5393376-EI18550,00-Absorvente+e+fralda+usados+viram+telhas+e+tubos+de+plastico.html

 

Quem diria, já existe reciclagem para praticamente tudo!